Arteterapia como recurso psicoterapêutico

A arte faz parte da humanidade desde os tempos primitivos, onde o homem registrava a figura de animais e cavernas (pintura rupestre). Durante a história da humanidade a arte tem o objetivo de expressar seus sentimentos de medo, solidão, incertezas, ritos de passagem, morte, conquistas, etc., registrar sua história através dos tempos, como também de organizar seus conteúdos internos.
E é neste contexto que a arte, através da arteterapia como veículo para expressão de sentimentos e conflitos, apoia o indivíduo no processo de resignificação destes conteúdos. Neste processo, a arte se apresenta através de um recurso que amplia a linguagem para expressar a dor, o conflito, o desconhecido que em muitos momentos temos dificuldade em traduzir em palavras. Além de facilitador deste contato, também proporciona o resgate do lúdico, o contato com a criança interna, diminuindo o enrijecimento do “mundo adulto” e estimula reconexão com o potencial criativo para lidar de maneira saudável com os aspectos da vida.
A arteterapia como amplificação de si mesmo pelo contato com o desconhecido, utiliza-se da arte de maneira abrangente, através de colagem, mosaico, argila, teatro, poesia, dança, tinta, desenho e outra gama de materiais. A utilização destes recursos expressivos, torna a conexão do indivíduo com suas fantasias e medos, algo mais concreto, promovendo o contato com seus conteúdos desconhecidos de maneira mais suave, mais sutil.
Através da expressão artística ocorrem estímulos sensoriais, que despertam lembranças e sentimentos, favorecendo o aparecimento de imagens carregadas de significados, havendo no processo psicoterapêutico o aprofundamento deste conflito até que se atinja o núcleo, a base da questão, transformando-o em um conteúdo saudável, que porporcione o amadurecimento, o fortalecimento psicológico do indivíduo, transformando sua postura diante da vida, possibilitando uma nova forma de estar no mundo.

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